Disturbios do Sono

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Os distúrbios do sono envolvem uma ampla gama de doenças, constituindo-se em especialidade médica em vários países. Uma característica importante dos pacientes com distúrbios do sono é a demanda clínica geral, ou seja, estes pacientes, além de necessitarem de atenção neurológica estrita, também requerem, para seu atendimento efetivo, um vasto treinamento em medicina geral. Esta característica obriga o médico envolvido com o tratamento destes pacientes a se dedicar a múltiplos campos de conhecimento do universo da prática médica, além de fazer interface com especialistas e outros profissionais. Em vista desta contingência envolvendo os distúrbios do sono, o modelo de atendimento utilizado no Neuro-Sono valoriza este aspecto multidimensional, que também vai de encontro ao pressuposto de treinamento médico geral pretendido pelos órgãos reguladores de programas de treinamento.

São mais de 100 os distúrbios do sono conhecidos. Alguns são muito prevalentes, como é o caso da Apneia Obstrutiva do Sono, a Insônia e a Síndrome das Pernas Inquietas.
Podemos observar o impacto dos distúrbios do sono em nosso corpo estudando as doenças ou os sintomas apresentados pela maioria das pessoas.

Sonolência. Quando avaliamos as pessoas pelos sintomas, uma queixa muito comum é a sonolência excessiva diurna. Como o nome diz, o indivíduo queixa-se de muito sono durante o dia, principalmente quando fica parado em uma sala de espera, sala de aula, igreja, cinema, e mesmo dirigindo, quando para no farol por alguns minutos. Este é um sintoma que pode se associar a graves consequências, como acidentes de trabalho e acidentes de trânsito.

E quais seriam as causas de sonolência diurna? A principal delas é a restrição de sono, onde a pessoa deliberadamente dorme menos que o necessário para suas necessidades fisiológicas de sono. Geralmente devido a estudo, trabalho até mais tarde na empresa, morar muito distante do trabalho, obrigando o indivíduo a se levantar muito cedo, festas, baladas, dentre outras.

Em média precisamos de 7 a 8 horas de sono. Quem dorme menos que 6 horas ou mais que 9 horas, tem maior tendência a apresentar pressão alta e diabetes. Isto se dá porque o sistema nervoso autônomo é excessivamente ativado, para garantir as funções metabólicas gerais e cerebrais enquanto o indivíduo encontra-se acordado. Devido a isso os níveis de adrenalina se elevam na corrente sanguínea e levam a consequências indesejáveis.

É possível se medir, aproximadamente, a sonolência diurna. Para isso pode ser usado a Escala de Sonolência de Epworth. Uma pontuação acima de 10 é considerada anormal.

 

Apnéia. A apneia obstrutiva do sono é causada pela obstrução à passagem de ar na região da faringe (garganta). Isto se dá porque quando dormimos nossos músculos relaxam bastante, aumentando assim a chance da língua fechar a passagem de ar na garganta. Pessoas obesas ou com queixo muito pequeno tendem a ter mais chance de apresentar apneia. A idade também é um fator muito importante, pois com o tempo nossos músculos vão perdendo o trofismo.

A apneia está associada a problemas cardíacos e cerebrais, pois aumenta o risco para aterosclerose, diabetes, hipertensão arterial e também provoca sonolência diurna, cujas consequências (algumas) já vimos acima.

O diagnóstico da apneia depende do exame chamado polissonografia, onde o paciente passa a noite monitorizado através de sensores, que nos permitem saber se o ar está adequadamente ou não passando pela faringe enquanto se dorme. Veja a figura abaixo, onde a língua está ocluindo a faringe.

 

O tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono é realizado com o CPAP (Pressão Positiva Contínua na Via Aérea) ou ARMIO (Aparelho Reposicionador Mandibular Intra-Oral). O CPAP é um aparelho que injeta ar na faringe e abre a passagem para a respiração. O ARMIO leva o queixo para frente e desloca a língua da região posterior, dando espaço a respiração. Estes tratamentos ainda não são disponíveis no SUS. Outras modalidades de tratamento também estão disponíveis, mas ainda com resultados não tão expressivos como aqueles anteriormente citados. O médico terá que decidir qual o melhor tratamento diante de cada paciente.

Insônia. A insônia afeta grande número de pessoas, sendo um real problema de saúde pública. Eleva o custo de atendimento e geralmente é tratada de forma inadequada não só no Brasil, mas nos diversos serviços de saúde em todo o mundo. Geralmente o tratamento depende de Terapia Comportamental Cognitiva e medicamentos, porém os medicamentos devem ser usados com muito critério e por pouco tempo.

Quando a insônia está associada a depressão, o tratamento desta doença pode resolver o problema de insônia. Outras vezes a insônia está associada a doenças clínicas, as quais devem ser tratadas prioritariamente.

Para conhecer a síndrome das pernas inquietas, sugiro que se dirijam ao site: http://www.sindromedaspernasinquietas.com.br/

 

 

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